Lixo Eletrônico transformado em obra-de-arte
Você tem um computador antigo guardado em casa e não sabe mais o que fazer com ele? A Sudotec sabe um destino ideal para esse lixo eletrônico que está atrapalhando a sua vida dentro de casa: o Programa de Reciclagem Sucatec.
O Sucatec é desenvolvido em Dois Vizinhos (PR), e desde 2011 transforma o lixo eletrônico em objetos que caem bem em qualquer tipo de decoração. Segundo a coordenadora do Sudotec, Daniela Tremea, a coleta do lixo eletrônico é feita pela empresa PEMA nos “ecopontos” espalhados pela região e depois separado corretamente de acordo com cada composto. “Existe todo um cuidado na separação dos materiais considerados tóxicos para depois cada material ser destinado corretamente”, conta.

Não sabe o que fazer com aquele monitor velho? O que acha de criar uma lixeira com ele? Foto: Jean Pavão
Além dos materiais se transformarem em verdadeiras obras-de-arte, outros ainda podem ter vida útil e são doados para diversas entidades. “Sempre tem aqueles monitores antigos, quadrados, que as pessoas não querem mais. Alguns deles ainda servem para serem utilizados, por isso doamos a outras entidades”, conta.
Toda a produção é vendida e o dinheiro arrecadado é destinado para a compra de novas matérias primas. “Por mais que a gente utilize o lixo eletrônico na confecção, ainda precisamos de outros materiais que são essenciais, como por exemplo, cola, durex e outros materiais que auxiliam na construção”, revela.
Daniela comentou que antigamente não existia uma conscientização das pessoas quanto a este tipo de lixo, que eram jogados junto com o lixo doméstico. Como consequência, o impacto desse tipo de resíduo era muito grande. “Com o Sucatec nós transformamos o lixo eletrônico em oportunidades, pois possibilita o desenvolvimento de novos artesãos e garante emprego e renda”, conta.

Lixo eletrônico vira objetos de decoração. Foto: Jean Pavão.
A Sucatec está expondo os objetos em uma estande no Espaço de Exposições da Latinoware 2012.
Curiosidade
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a geração de lixo eletrônico cresce três vezes mais do que o lixo convencional. O estudo ainda ressalta que o Brasil é o campeão na geração de lixo eletrônico por habitante: meio quilo por ano.























