Idioma

  • Português
  • Español
  • English

X Conferência Latino Americana de Software Livre

de 16 a 18 de outubro de 2013 - Foz do Iguaçu | PR | Brasil

Lixo Eletrônico transformado em obra-de-arte

Em: outubro 19, 2012 as 11:12 por

Você tem um computador antigo guardado em casa e não sabe mais o que fazer com ele? A Sudotec sabe um destino ideal para esse lixo eletrônico que está atrapalhando a sua vida dentro de casa: o Programa de Reciclagem Sucatec.

CD’s descartados se transformam em luminárias. Foto: Jean Pavão

O Sucatec é desenvolvido em Dois Vizinhos (PR), e desde 2011 transforma o lixo eletrônico em objetos que caem bem em qualquer tipo de decoração. Segundo a coordenadora do Sudotec, Daniela Tremea, a coleta do lixo eletrônico é feita pela empresa PEMA nos “ecopontos” espalhados pela região e depois separado corretamente de acordo com cada composto. “Existe todo um cuidado na separação dos materiais considerados tóxicos para depois cada material ser destinado corretamente”, conta.

Não sabe o que fazer com aquele monitor velho? O que acha de criar uma lixeira com ele? Foto: Jean Pavão

Além dos materiais se transformarem em verdadeiras obras-de-arte, outros ainda podem ter vida útil e são doados para diversas entidades. “Sempre tem aqueles monitores antigos, quadrados, que as pessoas não querem mais. Alguns deles ainda servem para serem utilizados, por isso doamos a outras entidades”, conta.

Toda a produção é vendida e o dinheiro arrecadado é destinado para  a compra de novas matérias primas. “Por mais que a gente utilize o lixo eletrônico na confecção, ainda precisamos de outros materiais que são essenciais, como por exemplo, cola, durex e outros materiais que auxiliam na construção”, revela.

Daniela comentou que antigamente não existia uma conscientização das pessoas quanto a este tipo de lixo, que eram jogados junto com o lixo doméstico. Como consequência, o impacto desse tipo de resíduo era muito grande. “Com o Sucatec nós transformamos o lixo eletrônico em oportunidades, pois possibilita o desenvolvimento de novos artesãos e garante emprego e renda”, conta.

Lixo eletrônico vira objetos de decoração. Foto: Jean Pavão.

A Sucatec está expondo os objetos em uma estande no Espaço de Exposições da Latinoware 2012.

Curiosidade

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a geração de lixo eletrônico cresce três vezes mais do que o lixo convencional. O estudo ainda ressalta que o Brasil é o campeão na geração de lixo eletrônico por habitante: meio quilo por ano.

Posted in: Sem categoria | Leave a comment

“Olhar Contestado”, um exemplo de produção com ferramentas livres

Em: outubro 18, 2012 as 16:15 por

A quinta-feira (18) foi de cinema na Latinoware 2012. No Espaço Venezuela, o documentário “Olhar Contestado” – que teve boa parte da produção realizada com recursos livres – foi exibida aos participantes do evento. A produtora do filme, Fabianne Batista Balvedi, e o diretor de animação Daniel Trezub destacaram que ainda não conhecem filmes produzidos com 100% de ferramentas livres.

“Para a produção do filme, nós tivemos alguns problemas com softwares de áudio e fotoscopia. Também tivemos falta de mão-de-obra qualificada na utilização de ferramentas livres. Por isso, não produzimos inteiramente com softwares livres, mas o primeiro passo já foi dado e o que importa é o conceito de filme aberto. Colocamos o nosso filme à disposição para quem quiser utilizá-lo. Para nós é isso o que importa”, declara Fabianne.

Sendo o primeiro trabalho profissional, “Olhar Contestado” serviu para analisar as falhas e fazer os reparos para as próximas produções. “Esse é o nosso primeiro trabalho profissional com ferramentas livres, um trabalho que durou 4 anos. Agora para os próximos trabalhos iremos focar na pré-produção, pois já vimos quais eram as falhas”, revela a produtora.

Fabianne ainda destacou que a principal importância de produzir filmes com softwares livres é a independência tecnológica. “Queremos deixar tudo acessível para as pessoas. Esses arquivos já estão disponíveis, mas o foco é deixá-los acessíveis”, conta.

“Olhar Contestado

O documentário foi distribuído nas escolas de Curitiba – está disponível online pelo site http://migre.me/bdlQxe narra a história da Guerra do Contestado, com a participação de pesquisadores e de filhos de vítimas. Ilustrado com várias imagens da época, o filme tem a participação do professor Dr. Nilson Cesar Fragaos, autor do livro “Vale da Morte, o Contestado visto e sentido”.

Posted in: Sem categoria | Tags: , | Leave a comment

Acadêmicos do Rio Grande do Sul apresentam projeto de impressora 3D na Latinoware 2012

Em: outubro 18, 2012 as 16:15 por

A partir de uma palestra ministrada na Latinoware 2011 pelo especialista em robótica, Juan Gonzalez, dois acadêmicos do Rio Grande do Sul tiveram inspiração para criar uma impressora 3D com software livre. Além de custar bem menos do que a impressora 3D convencional, o projeto é sustentável. Carla ressaltou que devemos nos preocupar com o amanhã preservando os recursos naturais.

Dessa vez, já no lugar de palestrantes, Carla Juliana Biesdorf e Diones de Vargas Dutra explicaram como criar a estrutura da impressora, que tem custo médio de R$ 25,00. O processo de transformação da garrafa de refrigerante em matéria-prima da impressão, ponto alto do bate papo, foi explicado passo a passo.

O propileno, material plástico da garrafa, é aquecido a uma temperatura de -165° C com auxílio de um resistor eletrônico. Depois é derretido e enviado ao bico injetor. O movimento de impressão é feito de baixo pra cima, camada por camada. A parte funcional que recebe os dados a serem impressos é toda desenvolvida em software livre.

A jovem palestrante disse que a Latinoware serve para abrir a cabeça à novas ideias e despertar interesse de criar projetos. “Espero ver vocês apresentando projetos aqui no ano que vem”, concluiu.

Detalhes e informações sobre a impressora livre estão disponíveis no endereço eletrônico www.impressoralivre.com.

Posted in: Sem categoria | Leave a comment

Ônibus Hacker presente na Latinoware 2012

Em: outubro 18, 2012 as 15:15 por

Mais de 40 ônibus estão no estacionamento do Pavilhão de Exposições da Latinoware 2012, mas um deles chama a atenção em especial. Grafitado, o Ônibus Hacker tem muitas histórias para contar.

A proposta começou com o grupo Transparência Hacker, em 2009. Em 2011 eles conseguiram, por meio de uma campanha via internet, doações para comprar o veículo, com o qual viajam e divulgam o seu trabalho voluntário. Da transparência das contas públicas a artesanatos, vários temas são debatidos e ensinados na estrutura sobre rodas.

“Dentro do ônibus fazemos palestras e oficinas, usando o que temos”, explicou Pedro Belasco, um dos fundadores do grupo. Cerca de 20 pessoas estão envolvidas atualmente no projeto. Elas viajaram partindo de São Paulo, com uma parada em Cidade do Leste, até a chegada na Latinoware.

Força-tarefa

Cada um ajuda com o que pode. Guilherme Cianfarini, paulista, desenvolve jogos, sejam eles eletrônicos ou até mesmo de cartas. Daniela Silva, mineira, uma das fundadoras do Transparência, ajuda com divulgação e oficinas. Rodrigo Isoppo, gaúcho, distrai os colegas com canções e explica alguns dos jogos de Guilherme. Lívia Ascava, jornalista, participa da divulgação também. Quando chegam aos seus destinos, as atividades são propagadas por um megafone.

Se por fora o ônibus chama a atenção, por dentro não é diferente: é a junção do tecnológico ao caseiro. O ônibus, do início da década de 90, e seus ocupantes inspiram adaptações. Muitos gabinetes de computadores e uma impressora 3D contrastam com decorações em tricô. E, acredite, haverá oficina de tricô também, unindo-se à extensa programação da Latinoware 2012.

Posted in: Sem categoria | Leave a comment

“Maddog” marca presença na Latinoware 2012 com discurso, palestra, plantio de árvore e uma legião de admiradores

Em: outubro 18, 2012 as 14:37 por

A Latinoware já é um dos maiores eventos de software livre do mundo. São mais de 4 mil pessoas reunidas para discutir as novas tendências e o futuro do software livre. Entre os participantes, um sempre chama a atenção por onde passa: John “Maddog” Hall.

Considerado um dos gurus do software livre, Maddog é sempre uma presença ilustre na Latinoware. O presidente da Linux International Fundation é uma das figuras mais respeitadas no movimento do software livre. Não é à toa que os participantes fazem fila para garantir uma foto com o famoso “Cachorro Louco”.

Na abertura oficial do evento, nesta quarta-feira (17), “Maddog” deu o tom dos debates. Ele lembrou que o software livre está num momento decisivo. “A partir de agora, essa tecnologia vai florescer e prosperar, ou vai se estagnar e morrer. Depende de nós trabalharmos para que ela continue crescendo, gerando empregos. Não podemos ser escravos de softwares”, falou.

Ele também fez uma palestra sobre os rumos do software livre e carreira profissional na tarde de ontem. No início da fala, Maddog afirmou ter sido um homem de sorte por ter o privilégio de trabalhar com personalidades como Eric Alman e John Lions.

Já nesta quinta-feira, pela manhã, Maddog plantou uma árvore no Bosque de Visitantes da Itaipu Binacional. A prática é comum para marcar a passagem de personalidades pela Usina.

Mesmo com todos os compromissos oficiais cumpridos, “Maddog” permanece na Latinoware até amanhã, 19, como expectador. Ele pode ser facilmente encontrado em uma das salas de palestras, visitando o espaço de exposição, conversando informalmente com os participantes ou tirando fotos com os “fãs” de plantão. (Fotos: Jean Pavão/PTI)

Posted in: Sem categoria | Leave a comment

“Vocês são uns fanfarrões por usarem software proprietário ou pirata”, brinca Palmieri em palestra na Latinoware

Em: outubro 18, 2012 as 14:26 por


A palestra sobre como se tornar um caveira do software livre lotou o Espaço Paraguai e superou as expectativas de quem passou por lá. Vestido como um integrante da Tropa de Elite do Bope, Silvio Palmieri defendeu o uso do software livre.

Segundo ele, ao usar o software livre, a responsabilidade é sua e o comando é seu. Alberto Azevedo, que auxiliou Palmieri na palestra, frisou que, com os softwares proprietários, você fica “amarrado”, pois o código-fonte não é disponibilizado e, por isso, não permite o estudo e a redistribuição.

Outras vantagens do software livre são a rapidez com que o sistema volta a funcionar caso caia e a liberdade de criar ou mudar os programas. “Vocês nunca serão profissionais de verdade usando receitas de bolo prontas”, desafiou os participantes, convidando-os a experimentar os softwares livres.

Palmieri afirmou ainda que dificuldade não é desculpa para deixar de usar o software livre. “A vantagem em programar com ele é que você vai conhecer o que está fazendo, essa será sua escola”, completou.

Os interessados em conhecer mais sobre o mundo do software livre podem acessar www.soulivre.net e o site pessoal de Palmieri, www.palmieri.eti.br. (Foto: Jean Pavão/PTI)

Posted in: Sem categoria | Leave a comment

Apoio